Franca, 19 de Setembro de 2019

Diocese de Franca

CNBB - Regional Sul 1

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28/08/2019 - 22º Domingo do Tempo Comum


“Quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado” (Lc 14,11). Esta afirmação de Jesus marca o Evangelho deste domingo. O que Ele quer nos dizer? Para ilustrar o seu ensinamento, contou a parábola dos lugares à mesa (ao ser convidado e ao convidar) (Lc 14, 1.7-14). O contexto é uma refeição na casa de um “dos chefes dos fariseus”. Observando as atitudes dos convidados que escolhiam os primeiros lugares, ele citou os exemplos. Neles, ensina a importância da humildade.

Como entender esse ensinamento do Mestre?

Jesus não está preocupado apenas com normas de boa educação. A sua intenção é apresentar critérios que nos colocam no verdadeiro caminho do Reino. A humildade que Ele prega vai além de atitudes comportamentais: é uma orientação e vida.

Ele é o exemplo a seguir, quando diz que é “manso e humilde de coração” (Mt 11,29). A sua humildade é o despojamento, o fazer-se pobre, é o cumprimento da vontade do Pai até as últimas consequências. É como Paulo expressa no seu belíssimo hino: “Humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte – e morte de cruz!” (Fl 2,8). Segundo o evangelista João, lavou os pés dos discípulos na última ceia, deixando um exemplo a seguir (Jo 13,1-15).

Paulo nos exorta para que tenhamos esses mesmos sentimentos de Jesus (Fl 2,5), isto é, o mesmo comportamento, a mesma orientação de vida, a mesma humildade, que significa: fazer-se pequeno, abaixar-se, servir por amor, gratuitamente, na liberdade, sem segundas intenções ou interesses.   

A salvação é graça de Deus. Mesmo conhecendo a nossa condição de pecadores, Ele nos ama e nos justifica. É condescendente.

           Em Jesus, manifesta-se a benevolência de Deus para conosco, o seu perdão e a sua graça. Da nossa parte, Ele quer a conversão, a abertura, a docilidade. Ser humilde diante de Deus, é abandonar-se a Ele, confiar Ele. É amar as pessoas, fazer o bem, praticar as obras de misericórdia. Um amor sincero e humilde, magnânimo e benfazejo, vínculo de perfeição (Rm 12,9; 1 Cor 13,4; Col 3,14).

A humildade que Jesus ensina nos torna filhos de Deus, é caminho para Ele, agrada e glorifica o Senhor (Eclo 3,20-21), é remédio que cura as feridas do nosso coração, é via de penitência e caminho de santidade. 

 

Dom Paulo Roberto Beloto, Bispo Diocesano