Franca, 21 de Novembro de 2017

Diocese de Franca

CNBB - Regional Sul 1

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08/11/2016 - O Tempo do Advento


A Igreja celebra ao longo do ano litúrgico o mistério de Jesus Cristo, Filho de Deus: sua vida, paixão, morte e ressurreição. O início do ano litúrgico é o tempo do Advento, que vai desde as primeiras vésperas do domingo que cai no dia 30 de novembro ou no domingo que lhe fica mais próximo, até antes das primeiras vésperas do Natal do Senhor. São quatro semanas, onde a Igreja vive a espera de Jesus Cristo.

O que a liturgia nos ensina no tempo do Advento? A nos prepararmos para o Natal, quando acolhemos o mistério da encarnação do Verbo.

Algumas atitudes importantes nas semanas do Advento:

  • 1ª semana – vigilância: “Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá” (Mt 24,44). Vigiar é perceber a presença de Deus em nossa história e nossa vida. É procurar a vontade do Senhor. É perseverar no caminho do bem.
  • 2ª semana – conversão: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo” (Mt 3,2). A conversão é condição para celebrar o Natal. É acolher na fé a oferta de amor de Deus. Conversão é deixar-se guiar pela verdade que Jesus veio anunciar. 
  • 3ª semana – alegria: “Alegre-se a terra que era deserta e intransitável, exulte a solidão e floresça como o lírio. Germine e exulte de alegria e louvores” (Is 35,1-2). Deus é a fonte da paz e da alegria. Jesus é a nossa alegria. Ficamos felizes com a sua encarnação, pois ela revela que Deus nos ama com um amor gratuito e generoso. O cristão é alegre por Jesus, por aquilo que ele faz, por sua obra de redenção.
  • 4ª semana – obediência: “Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado, e aceitou sua esposa” (Mt 1,24). Aprendemos com os tementes a Deus a virtude da obediência. Obedecer é acolher a vontade do Senhor, com fizeram José e Maria. 

“Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu”. Da contemplação do mistério de Jesus Cristo, o Filho obediente em tudo, nasce a obediência dos discípulos. Esta virtude nos torna gratos a Deus. Ela acontece por amor. Sem ela, não há crescimento na vida cristã.

É preciso que aproveitemos o tempo de graça de nossa liturgia e nos prepararmos bem para o Natal. O Senhor bate à porta de nosso coração e pede morada. O seu nascimento é garantia de paz, justiça, fraternidade e amor. Precisamos acolher com generosidade esta visita.

Rezemos com a Igreja: “Ó Deus todo-poderoso, concedei a vossos fiéis o ardente desejo de possuir o reino celeste, para que, acorrendo com as nossas boas obras ao encontro do Cristo que vem, sejamos reunidos à sua direita na comunidade dos justos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém” (Oração coleta da Missa do 1º Domingo do Advento).

 

Dom Paulo Roberto Beloto,
Bispo Diocesano.