Franca, 21 de Novembro de 2017

Diocese de Franca

CNBB - Regional Sul 1

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17/10/2017 - “Muitos são chamados, e poucos são escolhidos” (Mt22,14)


Mateus 22,1-14 narra a parábola do banquete. Jesus está em Jerusalém, no Templo, dialogando com os chefes dos sacerdotes e anciãos do povo. Conta a estória de um rei que preparou um banquete para celebrar a festa de casamento do filho. Os convidados foram chamados para a festa, mas recusaram o convite. O banquete estava pronto, mas sem convidados. Por isso, o convite foi repetido. Novamente houve uma recusa. Cada convidado deu a sua desculpa para não participar. Alguns até foram violentos com os empregados. Diante das recusas dos convidados de honra, o rei pediu para chamar aqueles que estavam à margem da festa. O que Jesus quer nos ensinar com esta parábola? O rei é Deus e Jesus é o Filho. O banquete é o símbolo da aliança de Deus com o seu povo. O Pai celeste celebra a aliança com os seus filhos, pela mediação do seu Filho Jesus. Ele é o revelador da Nova Aliança, baseada na justiça e no amor do Pai. Jesus propõe o Reino e a sua justiça. Diante da proposta do Pai, através da mediação de Jesus, alguns recusam, não aceitam o Filho e o seu caminho de justiça. Estão preocupados com outras coisas, e não com a justiça do Reino. Acabam se excluindo. O convite é dirigido aos marginalizados. Estes aceitam a fé em Jesus e aderem a sua proposta de salvação, por isso participam do banquete do Reino. O novo povo de Deus nasce daqueles que aceitam Jesus. A entrada no Reino nasce de um convite. Ele é gratuito. A nossa resposta é livre e pessoal. Mateus 22,11-14 revela que não basta aderir a Jesus e ao Reino. É necessário um compromisso com o Senhor. Não basta estar na Igreja, é necessário usar a roupa de Jesus, que é a prática da justiça e da misericórdia. Se não, até aqueles que aderiram a Jesus, serão excluídos. “Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no reino dos Céus” (Mt 5,20). Participar do Reino é dom de Deus e requer uma resposta humana. A salvação é dom de Deus, mas somos livres para acolhê-la ou não. A nossa resposta ao amor gratuito de Deus é a pratica da justiça do Reino. Quem segue Jesus deve superar a justiça dos escribas e fariseus e buscar a justiça do Reino em primeiro lugar (Mt 6,33). Esta prática transforma o coração e coloca a misericórdia acima de tudo, fazendo gerar pessoas novas. Quem vive a justiça do Reino é livre e íntegro, é sincero e transparente nas suas ações. Ama acima de tudo. Celebra o banquete com o Senhor. Dom Paulo Roberto Beloto, Bispo Diocesano.