Franca, 21 de Novembro de 2017

Diocese de Franca

CNBB - Regional Sul 1

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02/12/2015 - “Glória a Deus no mais alto dos céus, e na terra, paz aos que são do seu agrado!” (Lc 2,14)


Estamos encerando o Ano da Paz, que se estendeu do Natal de 2014 ao Natal de 2015. A intenção foi refletir, rezar e provocar ações que ajudem a superar a violência.
Há muitas formas de ofensa à dignidade humana e que ferem a paz. São muitas as formas de violência. Não se trata aqui de desfiar um rosário de situações, mas despertar para a convivência fraterna entre as pessoas, pois ser irmão e irmã é próprio da pessoa humana. 
Na Bíblia, o termo que se traduz por paz é shalom, que significa o bem estar, a abundância, a saúde, a prosperidade, a verdadeira harmonia com Deus, com todos e com tudo.
Jesus é apresentado como o “príncipe da paz”. Seu nascimento trouxe a paz (cf. Lc 2,14).  Pregou que são felizes e serão chamados filhos de Deus os que promovem a paz (cf. Mt 5,9). Ele é a nossa paz e veio anunciar a paz (cf. Ef  2,14.17). Quando se apresenta ressuscitado deseja aos seus a paz (cf. Jo 20,19.21.26). Esta paz deve reinar em nossos corações (cf. Cl 3,15).
Se celebramos a presença de Cristo entre nós; se Ele é a nossa paz, somos responsáveis por esta presença e por este dom. O mistério que acreditamos, celebramos e vivemos, deve ser anunciado.
A paz é sinal do Reino. É a paz que nasce da certeza de sermos amados por Deus. É a paz interior que ninguém pode tirar.
Somos herdeiros e arautos da paz, por isso somos responsáveis pela prática da verdade, da justiça, do amor, da solidariedade, da liberdade, da tolerância e do perdão. Conseguimos a paz vencendo o mal com o bem. “Onde reina o amor, triunfa a paz” (João Paulo II)
Haverá paz na medida em que a humanidade for capaz de descobrir a sua vocação de ser uma única família, regulada pelos princípios de fraternidade e responsabilidade.
Sejamos promotores da paz, vivendo em harmonia com o Criador e a criação. Somos promotores da paz quando construímos um mundo melhor, protegemos a vida do planeta e nossa vida. Somos promotores da paz quando mudamos a nossa mentalidade consumista, o nosso modo de ser, o nosso estilo de vida, promovendo uma “cultura de paz”.
Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvidas, que eu leve a fé. Onde houver erro, que eu leve a verdade. Onde houver desespero, que eu leve a esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Onde houver trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre, fazei que eu procure mais: consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois é dando que se recebe. É perdoando que se é perdoado. E é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém!

 

Dom Paulo Roberto Beloto,
Bispo de Franca – SP.