Franca, 21 de Novembro de 2017

Diocese de Franca

CNBB - Regional Sul 1

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07/11/2017 - “Ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia nem a hora” (Mt 25,13)


Os capítulos 24 e 25 do Evangelho de Mateus tratam da parusia, da vinda gloriosa de Jesus Cristo para julgar a história e fazer revelar a verdade e a justiça. Nesta sua volta, iremos participar de maneira definitiva do seu senhorio e ser exaltados e integrados na existência divina.

O tema da vinda do Senhor é próprio no fim do ano litúrgico. A liturgia nos prepara para a celebração da festa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do universo. Para acolher Jesus como Rei e Senhor, para celebrar o seu senhorio, a Palavra nos ajuda, despertando em nossa vida atitudes fundamentais.

No 32º Domingo Comum, o Senhor nos ensina o valor da vigilância. Jesus conta a parábolas das dez virgens (Mt 25,1-13). Esta passagem faz parte do 6º discurso de Jesus neste Evangelho.

Ao contar a parábola das dez virgens, a intenção de Jesus é despertar nos discípulos a abertura para a fé, a esperança e a caridade.

A imagem é a festa de um casamento. O noivo é Jesus, aquele que esperamos com expectativa. A virgem é a humanidade que se prepara para vinda do noivo.

A chegada de Jesus é uma festa. É o casamento definitivo do noivo (Jesus) com a noiva (humanidade)Qual deve ser a nossa atitude para esta chegada?

Não podemos deixar faltar o óleo. Ter óleo é estar pronto para a “hora do grito”. O óleo é o símbolo da justiça. Estar preparado é estar comprometido com Jesus. É ter o coração voltado parta Ele, a vida toda.Não adianta na última hora querer emprestar óleo dos outros. Não adianta querer emprestar os méritos dos outros. O importante é estar preparado, ter sempre Jesus como caminho, verdade e vida.

Algumas atitudes devem ser evitadas: o esmorecimento diante das dificuldades e demora do Senhor; a inquietação, a perturbação, o alarde ou o medo.

O que nos leva a viver este tempo de gestação e parto; o que nos leva a viver este tempo de espera e expectativa, tempo marcado pelas tensões, tristeza, sofrimentos, mas também de esperança, é o Espírito Santo. Ele nos leva a assumir a nossa história com sensatez, sabedoria, coragem, prudência e vigilância. Ele nos leva a tomar consciência de que o Senhor está presente, que temos uma responsabilidade no momento atual. E que esperamos com alegria e vigilância ativa a manifestação da sabedoria, da justiça, da glorificação de Jesus e dos fiéis a Ele. Esperamos com alegria e serenidade o dia da consolação.

Nós seremos arrebatados nas nuvens “para o encontro com o Senhor. E assim estaremos sempre com Ele” (1 Ts 4,17).

Dom Paulo Roberto Beloto,
Bispo Diocesano.