Franca, 19 de Setembro de 2018

Diocese de Franca

CNBB - Regional Sul 1

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10/07/2018 - 15º Domingo do Tempo Comum – Ano B


O 15º Domingo Comum trata da missão apostólica. Jesus envia os 12 para evangelizar.

Indicações de Marcos 6,7-13.

1 – A iniciativa da missão é de Deus. Ele enviou os profetas. Enviou seu próprio Filho. Jesus enviou os apóstolos e a Igreja. A missão é desejo do Senhor.

2 – Jesus associa ao seu ministério os apóstolos e lhes dá autoridade. Mostra com que espírito e segundo quais princípios eles deveriam trabalhar. A unção com o óleo indica o poder de Cristo para os apóstolos.

3 – O conteúdo da missão é a verdade de Deus, sua justiça e seu amor. Jesus é o conteúdo. Ele é o centro da missão. A vida de Deus é comunicada.

4 – Com Jesus e com os apóstolos, a missão se concretiza com sinais: pregação, penitência, conversão, libertação dos demônios, restauração da vida, através das curas.

5 – A comunhão é a base da missão. Os apóstolos devem evangelizar unidos, dois a dois.

6 – O desapego é parte integrante da missão – cajado, sandálias, uma túnica. Os missionários devem ter o suficiente. Devem confiar na providência divina. Devem aceitar a hospitalidade que lhes é oferecida. A bagagem essencial está no coração.

7 – Os missionários devem estar preparados para a resistência à missão. Podem não ser acolhidos. Podem até ser perseguidos. Sacudir o pó das sandálias lembra o gesto comum dos judeus quando saiam de solo pagão e adentravam na Terra Santa. Para eles, o gesto libertava-os do contato com o impuro. Para os apóstolos, o gesto era um ato que marcava os rebeldes à graça como pagãos.

O Evangelho deste domingo indica a ação missionária da Igreja. Os batizados são cooperadores da missão. O Espírito dá as condições de anunciar a pessoa de Jesus e a sua proposta de vida. Somos testemunhas do Evangelho. Somos portadores da Boa Nova que gera vida e liberdade. Somos chamados e enviados por Jesus para viver e anunciar o Reino. Somos sal e luz.

Amós 7,12-15 narra a experiência deste profeta em Betel, santuário do rei. É expulso pelo sacerdote Amasias. Amós é profeta por vocação, não por profissão. É profeta por determinação divina. Por isso, é livre para dizer e anunciar a verdade de Deus.

Efésios 1,13-14 narra um hino de louvor, onde Paulo ressalta a soberania de Deus. Ele é a origem de tudo e dele tudo procede.

O Pai tem um plano para o seus filhos. Somos predestinados a receber todas as bênçãos. O Pai nos abençoa. O Filho nos redime. O Espírito Santo sela a obra divina.

O plano de Deus torna-se pleno em Jesus Cristo. Nele, Deus nos abençoa, nos escolhe, nos predestina e nos redime. O Pai nos ama gratuitamente, pelos méritos de Jesus Cristo.

A redenção é a grande prova do amor de Deus por nós. Ele nos liberta pelo poder do sangue de Jesus. Ele ofereceu-se a si mesmo como preço pelo nosso resgate. O valor do seu sangue é o perdão dos pecados. Por Cristo, Deus nos dá dos tesouros da sua graça – sabedoria e prudência.

A causa das ações de Deus em nos é a sua glória e a sua santidade.

Nós somos integrados em Cristo. Nele somos predestinados à salvação. Esta é a nossa herança: a integração em Cristo. Somos constituídos herdeiros desta predestinação divina, por pura bondade de Deus.

Salvos em Cristo, redemos graças e adoramos ao Criador.

O Espírito é o selo, o lacre impresso na alma, da bondade divina. É o “penhor da nossa herança”, a garantia da completa liberdade.

Dom Paulo Roberto Beloto,
Bispo Diocesano.