Franca, 23 de Outubro de 2018

Diocese de Franca

CNBB - Regional Sul 1

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13/08/2018 - Festa da Familia Diocesana - 2018


“Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13.14)
A Festa da Família Diocesana já faz parte do nosso calendário. Celebramos este evento com o olhar do coração e gratidão, pelos imensos benefícios que Deus tem nos concedido. Olhamos a nossa história e vemos quantas coisas bonitas foram realizadas.
Agradecemos pela vocação e ministérios dos Bispos, presbíteros, diáconos, consagrados (as), seminaristas, lideranças leigas e tanta gente que serviu e serve o Senhor nesta Igreja Particular.
A nossa festa de 2018 está em sintonia com o Ano do Laicato. O objetivo deste ano é como Igreja, povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade.
A vocação laical é a primeira e a mais comum na Igreja. Os leigos são todos os cristãos, exceto os membros da ordem sacra e do estado religioso, os quais, pelo batismo e pela confirmação, foram consagrados a Deus, incorporados a Cristo Jesus e membros da Igreja. Participam da função sacerdotal, profética e real de Cristo, a seu modo. São pessoas da Igreja no coração do mundo e pessoas do mundo no coração da Igreja.
Os cristãos leigos e leigas vivem a vocação e missão:
a) No mundo - areópagos modernos.
Família, tesouro, patrimônio dos povos, comunidade de vida, de amor, escola de valores, Igreja doméstica, benfeitora da humanidade. Política, sublime vocação, forma preciosa da caridade, na promoção do bem comum, da dignidade da pessoa humana, da liberdade, da justiça e da paz.
Trabalho, direito fundamental da pessoa humana, onde o cristão serve à sociedade e a organiza segundo os valores do Evangelho. Cultura e educação, no diálogo com a ética, a arte, a ciência, buscando nelas a transcendência; compromisso de humanizar e personalizar a pessoa.
Comunicações, compromisso com a informação e a verdade.
Meio ambiente, cuidado com a Casa Comum, comunhão com a criação, defesa da água, do clima, das florestas e dos mares, como bens comuns a serviço de todos.
b) Na Igreja – ação pastoral.
Testemunho de vida; ações no campo da evangelização, da vida litúrgica e outras formas de apostolado; ministérios e responsabilidades; associações leigas, movimentos apostólicos, comunidade eclesiais, conselhos
O Ano do laicato escolheu duas imagens bíblicas, utilizadas por Jesus, para falar da vocação e missão dos leigos, tiradas de Mateus 5,13-16: sal e luz.
“Vós sois o sal da terra”. Para o povo da Bíblia, o sal tinha um grande valor: purifica, tempera, dá sabor, transforma, fertiliza, preserva, fortifica, lembra pactos e compromissos, era oferecido nos sacrifícios; era símbolo da Sabedoria e da Lei (Lv 2,13; Jó 6,6; Cl 4,6; Ez 16; 2 Cr 13,5; Ex 30,35). Os discípulos devem fertilizar o mundo com a prática da nova justiça que faz acontecer o Reino. A comunidade é portadora de uma mensagem de vida, que dá sabor, transforma e tempera.
“Vós sois a luz do mundo” (v.14). A imagem da luz também é familiar. É a primeira coisa a ser criada (Gn 1,3). Deus é luz (1 Jo 1,5). Jesus é a luz do mundo que ilumina a vida dos seres humanos (Jo 1,9; 3,19; 8,12; 12,35-36.46). Ele é luz enquanto comunica o amor, a verdade e a salvação. Quem segue a Jesus, pratica a verdade, tem a vida, é filho da luz. A comunidade é portadora da luz de Jesus; é portadora da sua sabedoria e comunicadora da sua verdade. Paulo exorta várias vezes os fiéis das comunidades a viveram a vocação de serem luz: “Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Procedei como filhos da luz” (Ef 5,8); “Vós todos sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas” (1 Ts 5,5); “Fazei tudo sem murmurar nem questionar, para que sejais irrepreensíveis e íntegros, filhos de Deus sem defeito, no meio de uma geração má e perversa, na qual brilhais como luzeiros no mundo” (Fl 2,14-15).
Como viver essa missão? Pela força e pela graça do Espírito Santo. Ele concede dons para o serviço e para a santificação. Para vivermos plenamente a nossa missão e assumirmos com fidelidade, entusiasmo e zelo apostólico os compromissos cristãos, precisamos da presença do Espírito. Ele nos conduz, “vem em auxílio da nossa fraqueza” (Rm 8,26).
Com a intercessão de nossa Mãe, que roga por nós, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Ela nos ensina a colocar Deus no centro de nossa vida e a servir com amor. A ela devemos à imitação, o amor filial e a honra. É modelo de perfeição e exemplo de atitude espiritual. É o espelho onde mirar. A espiritualidade do bom católico passa por Maria. Deus quis pôr em nosso caminho Maria para nos ajudar em nossa configuração à imagem de Jesus.
Dom Paulo Roberto Beloto,Bispo Diocesano.