Franca, 23 de Outubro de 2018

Diocese de Franca

CNBB - Regional Sul 1

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11/09/2018 - 24º Domingo do Tempo Comum – Ano B


O Evangelho deste domingo narra a profissão de fé de Pedro, em Cesaréia de Felipe. Esta cena é tão importante que aparece nos três evangelhos sinóticos (Mt 16,13-20; Mc 8,27-35; Lc 9,18-22), com semelhanças e alguns acentos próprios de cada evangelista.

Messias, em hebraico, ou Cristo, em grego, significa Ungido. É um dos títulos que mais aparece nos evangelhos e que mais define a pessoa e missão de Jesus: Ele é o Filho de Deus que foi ungido pelo poder do Espírito, como sacerdote, profeta e rei (CIC, 436). É o Servo que tem a missão divina de nos salvar e nos reconciliar com Deus. O Pai nos ama, nos perdoa e nos salva na pessoa de Jesus. Deste ato redentor, nós nos gloriamos. Aqui está o coração da fé cristã.

Pedro é o porta-voz do grupo, reconhecendo em Jesus algo além das imagens limitadas que as pessoas tinham dele: Ele é o Messias, “O Ungido”, o consagrado do Pai.

Jesus acolheu a profissão de fé de Pedro, mas logo ligou seu messianismo à paixão. Este reage e é duramente recriminado pelo Mestre.

A confissão de Jesus como o Cristo, significa acolher a sua pessoa e missão. Significa tê-lo como Senhor. Ser o Senhor é ter o domínio sobre a nossa vida. Ele decide e governa a nossa existência. Dirige as nossas decisões, desejos e vontades. É o Senhor do nosso coração.

Confessar Jesus como o Messias significa também acolher e seguir o seu caminho. Quem professa Jesus como o Messias, vive a vontade do Pai, orienta-se pelos valores do Evangelho, utiliza os critérios de Jesus. Sua fé se traduz em obras que geram a vida (Tg 2, 17).

Viver para o Senhor é viver para aquele que morreu por nós, que ofereceu a sua vida para nos salvar. Viver para o Senhor é encontrar um tesouro, a verdadeira alegria e felicidade. Só Ele tem “palavras de vida eterna” (Jo 6,68).

Escolher a Jesus proporciona alegria e certeza de felicidade. Mas com desafios e cruz. Por isso, somos tentados a olhar para trás, a buscar outros amores. Deus não quer amores desordenados. Não tolera dividir o nosso coração com outros amores e apegos. Ele não tolera dividir o coração humano com o pecado.

A nossa opção é Jesus. Quando surgirem as resistências, as dúvidas e instabilidades, devemos buscar os meios que ajudam a restabelecer a aliança e a amizade amorosa com o Senhor. Ele é o nosso Auxiliador (Is 50,7.9ª). Só nele e no seu Evangelho podemos ganhar a vida (Mc 8,35).
Dom Paulo Roberto Beloto,Bispo Diocesano.