Franca, 11 de Dezembro de 2018

Diocese de Franca

CNBB - Regional Sul 1

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18/09/2018 - 25º Domingo do Tempo Comum – Ano B.


Marcos 9,30-37 narra o 2º anúncio da paixão. Jesus é o Filho do Homem (único nome que Jesus usava para si – Mc 2,10.28; 8,31; 9,9.12.31;
10,33.45; 13,26; 14,21.41.62) enviado por Deus para anunciar o Reino; para reunir e libertar o povo. Jesus é o Messias que enfrenta a cruz.
É o servo que veio para salvar.

Os discípulos não compreendem as palavras de Jesus e temem fazer perguntas.

Em casa, Ele interroga os mesmos sobre a conversa do caminho. Diante do silêncio - no caminho eles discutiam sobre quem era o maior – Jesus passa algumas instruções. “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos” (9,35). Após essas palavras, indica uma criança como modelo. “Quem acolher em meu nome uma destas crianças é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas àquele que me enviou” (9,37).

Jesus não condena quem quer ser o primeiro: muda a sua motivação e o modo de realizá-la. O serviço é a motivação. Quem quiser ser o primeiro, deve sê-lo não para si, mas para os outros. O maior é aquele que é capaz de acolher.

Jesus deu o exemplo de serviço: “Eu, porém, estou no meio de vós como aquele que serve” (Lc 22,27). “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e para dar sua vida em resgate por muitos” (Mc 10,45).

Jesus dá o exemplo de serviço e pede essa prática aos discípulos. “Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros” (Jo 13,14). O serviço é a marca na vida do cristão. Quem serve por amor cura-se dos egoísmos. A comunidade é o lugar do serviço e da comunhão.

Jesus ensina a amar sem esperar elogios, a servir sem calcular recompensas; a servir sem buscar cargos ou postos. Amar e servir na liberdade e gratuidade. Devemos servir na humildade, sabendo que o Mestre nos serviu primeiro e que muito devemos a Ele.

Tiago 3,16-4,3: Da inveja e rivalidade brotam muitos vícios. A competição é um veneno que contamina as relações na comunidade; é um contratestemunho. Os cristãos são chamados a ser sinal de fraternidade e serviço.

“A sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, depois pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos (3,17).
Quando vivemos a sabedoria de Deus, somos sinais para o mundo. “O fruto da justiça é semeado na paz, para aqueles que constroem a paz” (3,18).

A comunidade se encontra para celebrar a Eucaristia. E uma das dimensões mais profundas deste sacramento é a do sacrifício, pois nele se celebra o memorial da Páscoa de Cristo. A Missa torna presente o sacrifício que Cristo ofereceu uma vez por todas na cruz. Ele oferece o seu Corpo e Sangue para a remissão dos pecados. O seu sacrifício na cruz e na Eucaristia é um único sacrifício. Partir o pão não é apenas um gesto, é uma imolação. Quando Jesus parte o pão, parte a si mesmo. É um gesto de obediência ao Pai. Ele dá de comer aos discípulos o pão da obediência e do seu amor ao Pai. “Isto é o meu corpo... Isto é o meu sangue”. Oferecer o corpo é oferecer a vida: tempo, saúde, energia, afetos, dons... Oferecer o sangue é oferecer a morte: dores, sofrimentos, oferecer tudo o que nos mortifica.

A Eucaristia é o mistério do Corpo e do Sangue de Cristo. Jesus fez de sua vida uma oblação, um oferecimento, um serviço de amor. A Eucaristia é doação e entrega, é sacrifício visível na qual se atualiza o sacrifício de Cristo na cruz. No altar e na cruz é o mesmo sacerdote e a mesma vítima.

"A Eucaristia é também o sacrifício da Igreja" (CIC, 1368). Com Cristo, ela também é oferecida: a Igreja e os seus fiéis. Na Missa, o sacrifício de Cristo se torna o sacrifício dos membros do seu corpo: a vida dos fiéis, seu louvor, suas alegrias e sofrimentos, suas esperanças e decepções, sua oração, seu trabalho - tudo está unido a Cristo.

"Exorto-vos, portanto, irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais vossos corpos como hóstia viva, santa e agradável a Deus" (Rm 12,1). A Igreja inteira está unida à oferta e à intercessão de Cristo. Estamos no mundo para ser um sacrifício vivo, uma eucaristia junto com Jesus. É dando que se recebe. Dom Paulo Roberto Beloto.