Franca, 23 de Outubro de 2018

Diocese de Franca

CNBB - Regional Sul 1

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01/10/2018 - 27º Domingo do Tempo Comum – Ano B


Marcos 10, 2-16 traz ensinamentos sobre o matrimônio e sobre a simplicidade.

Sobre o Matrimônio.

Jesus respondeu aos fariseus a pergunta sobre o divórcio. A Lei de Moisés permitia em alguns casos a carta de divórcio (Dt 24,1-3). Segundo o Mestre, esta permissão tem a sua origem na “dureza do coração”, na desobediência ao projeto original de Deus. A sua intenção não é a separação de homem e mulher. Eles foram criados para um relacionamento estável, permanente e indissolúvel. A união de ambos é dom de Deus. O casamento é graça. Homem e mulher devem se unir na liberdade, na harmonia, na fidelidade, no amor e no compromisso mútuo. Esta união e a felicidade da família vêm da resposta de ambos à intenção do Criador. Na vida da graça, os cônjuges formam uma só carne e se completam no encontro, celebram uma unidade de sentimentos e projetos.

O casamento, por sua natureza, é uma vocação. É lugar de encontro, reconhecimento, complementaridade, perdão e realização. Entre os cristãos, foi elevado por Jesus Cristo à dignidade de sacramento. Ele une o casal.

A Igreja aceita este projeto de família. Chama a atenção para o seu valor e a necessidade do casal viver as suas dimensões. Prega a perenidade do amor conjugal. A estabilidade da matrimônio é um bem sem medida para o casal, para os filhos e para a sociedade. Se o matrimônio se rompe, perde a sua unidade e indissolubilidade.

A união conjugal, concretizada no diálogo, no respeito e no amor é, ao mesmo tempo, cruz e ressurreição.

A Igreja alerta para os perigos e o descaso que sociedade atual impõe sobre a família. Mas não se pode deixar de acreditar no seu valor.

Conselhos para o casal viver a unidade e a indissolubilidade familiar.

1 – Preparar-se bem para o casamento. Conhecer a sua sacramentalidade, sua graça e seus deveres.

2 - Amar e querer bem a família, como uma vocação, como um serviço de amor.

3 - Se Deus une o casal, ele deve estar sempre presente. O casal não vive sem o amor de Deus Pai, sem a graça de Jesus Cristo e sem a força do Espírito Santo.

4 - Crescer com os problemas, já que eles normalmente estão presentes na vida do casal e da família.

5 - Rir juntos: enfrentar as dificuldades com humor e cultivar a alegria, pois “um coração alegre faz bem ao corpo” (Pr 17,22).

6 - Manter os vínculos familiares: cada casal e filhos constituem uma nova família, mas é bom criar condições de encontros e visitas com os familiares.

7 - Recordar bons momentos. A história dos bons momentos ajuda a vencer as dificuldades e dá forças à vida familiar.

8 - É fundamental o casal reservar tempo para a família
9 - Perdoar sempre.

10 - Evitar as discussões, irritações, gritarias e palavrões dentro de casa. O diálogo é fundamental
11 - Evitar citar erros passados: a pessoa é sempre maior que o seu erro.

12 - Cultivar o carinho, a cortesia, o elogio e a lealdade.

13 - Evitar a monotonia e a displicência na vida familiar: o amor é criativo. A família pode crescer sempre.

14 - Tudo deve ser importante na família, por isso, é preciso ser fiel aos pequenos gestos de amor. A felicidade nasce da reciprocidade nas pequenas coisas.

15 - Guardar segredos: não comentar com terceiros as dificuldades íntimas do casal e da família, a não ser que seja num aconselhamento espiritual.

16 - Programar as coisas: é boa uma avaliação de vez em quando e programar as atividades conjugais e familiares. Saber orientar bem o tempo e priorizar os compromissos. Discernir o que é central e o que de fato edifica a família.

17 - Tornar a casa e o lar, pela ordem, ambiente, alegria, espiritualidade e acolhimento, os melhores lugares: o ninho, a fortaleza, onde os dois e os filhos se sintam livres, seguros e felizes.

Sobre a simplicidade.

Jesus apresenta a criança como modelo para se acolher o Reino. A vida do Reino é dependência e entrega a Deus. A sua lógica é a pequenez e a simplicidade.