Franca, 13 de Dezembro de 2018

Diocese de Franca

CNBB - Regional Sul 1

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23/11/2018 - Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.


Encerramos o Ano Litúrgico, professando a nossa fé em Jesus Cristo como Rei do Universo. Como Ele assumiu e viveu esta experiencia reinando?

O caminho da sua realeza foi o amor: ‘‘tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim’’ (Jo 13,1). Jesus veio revelar o amor de Deus por nós. Esta era a vontade do Pai. Toda a sua vida foi fazer esta vontade: manifestar aos seres humanos a misericórdia.

Jesus assumiu esta missão até as últimas consequências, oferecendo a sua vida, aceitando o cálice da paixão, carregando as nossas dores, tornando-se maldição pela nossa causa (Gl 3, 13).

No oferecimento extremo, a obra de redenção chegou à perfeição: Jesus venceu o mal através do bem.

O Pai aceitou o sacrifício do Filho e o coroou com a ressurreição. Libertou-o do poder das trevas e o glorificou. Jesus foi para o Pai e está sentado à sua direita. Agora é o Senhor, o nosso Sacerdote, nosso Intercessor, o ‘‘único mediador entre Deus e a humanidade’’ ( I Tm 2,5).

Só em Jesus Cristo encontramos o sentido da vida. Só Ele dá testemunho da verdade (Jo 18,37). ‘‘Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado à humanidade pelo qual devemos ser salvos’’ (At 4,12). Só Ele nos ama e nos liberta dos nossos pecados (Ap 1,5). Ninguém vai a Deus senão por Jesus (Jo 14,6).

A fé é um encontro de amor. É o amor de Deus revelado na pessoa e na missão de Jesus Cristo, que nos santifica e dá sentido à nossa existência. A fé é uma experiência de encontro vivo com Jesus Cristo, que gera conversão, discipulado, comunhão e missão (Dap, 278). Ela nos leva a celebrar a nossa união com Ele, nosso Rei e Senhor. Ser cristão significa seguir a Cristo.

Como celebramos o nosso encontro o nosso encontro com Jesus Cristo? O Documento de Aparecida apresenta esses lugares (DAp 246-275).

1- ‘‘Na fé recebida e vivida na igreja’’. Jesus é a cabeça da Igreja, ‘‘seu corpo, do qual ele é o Salvador’’ (Ef 5,23). Ele morreu por ela. Ofereceu-se à Igreja para salvá-la e salvar os seus fiéis. É nesta comunidade de fé que acolhemos a graça da salvação e da união com Jesus Cristo. Ele é o Rei que governa, dirige e protege o Corpo-Igreja. Quando nos unimos a este corpo, recebemos da vida do Senhor.

2- ‘‘Encontramos Jesus Cristo na Sagrada Escritura ‘‘, pois ela é a Palavra do Senhor, a Palavra de Salvação. Por isso, ‘‘as divinas Escrituras sempre foram veneradas como o próprio Corpo do Senhor pela Igreja’’ (DV, 21).

3- ‘‘Encontramos Jesus Cristo, de modo admirável, na Sagrada Liturgia’’, nos sacramentos da Igreja: no Batismo, ‘‘porta que dá acesso aos demais Sacramentos’’ (CIC, 1213); na Confirmação onde somos ‘‘vinculados mais perfeitamente à Igreja’’ (Idem, 1285); na Penitência, onde recebemos o perdão de Deus e a reconciliação com a Igreja.

4- Celebramos a nossa união com Jesus Cristo na oração pessoal e comunitária, pois oração é tratar de Amizade com Aquele que sabemos que nos ama.

5- Encontramos Jesus no amor fraterno, naqueles que sofrem, pobres, aflitos e enfermos. ‘‘Quem observa os mandamentos permanece em Deus, e Deus permanece nele’’ (1Jo 3,24).

6- A nossa devoção à Maria e aos santos ‘‘são lugares privilegiados de encontro com Jesus Cristo’’ (DAp, 273)

Quem é a verdade, escuta a voz de Jesus (Jo 18,37). Ele ‘‘fez de nós um reino, sacerdotes para seus Deus e Pai’’ (Ap 1,6). Unidos a Jesus, nosso Rei, continuamos a sua missão de reprovar o pecado e anunciar o ‘‘Reino da Verdade e da vida, Reino as santidade e da graça, Reino da justiça do amor e da paz’’ (Prefácio de Cristo Rei).


Dom Paulo Roberto Beloto,

Bispo Diocesano