Franca, 19 de Setembro de 2019

Diocese de Franca

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26/04/2019 - 2º Domingo da Páscoa - Pascom


No 2º Domingo da Páscoa lemos João 20,19-31, que narra a manifestação de Jesus aos apóstolos e depois a Tomé com os apóstolos.

Somos convidados a acolher:

1 – Jesus ressuscitado: “Jesus entrou e, pondo-se no meio deles” (Jo 20,19); “Vimos o Senhor” (Jo 20,25). Jesus se apresenta e se manifesta com a comunidade reunida. Nada detém a sua presença. Ele está presente na vida dos discípulos e da Igreja.

O tempo da páscoa nos educa para a presença interior de Jesus. Para os discípulos foram necessários as aparições e os sinais da ressurreição, pois haviam sido atingidos pelo escândalo da cruz. São experiências exteriores que atestam que o Senhor está vivo. Ajudam a superar as dúvidas, a curar o medo, a superar a tristeza, o fechamento e a decepção. Após essa experiência, há uma educação para a presença interior. Conhecemos Jesus à luz da ressurreição. É uma presença que nunca se esgota, mas precisa ser cultivada. Precisamos desse encontro pessoal e íntimo com Jesus. Essa experiência dá sentido à nossa vida.

2 – O Domingo: “Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana” (Jo 20,19). Dia da ressurreição do Senhor, da nova criação, quando fazemos memória de Cristo morto e ressuscitado e da sua infinita misericórdia.

3 – A paz: “A paz esteja convosco” (Jo 20,19.21.16). A paz é dom de Jesus ressuscitado. É sinal do Reino. É a paz que nasce da certeza de sermos amados por Deus. É a paz interior que ninguém pode tirar. A perturbação é do inimigo. A paz vem de Deus. Se Ele nos ama, por que nos perturbar?

4 – A alegria:“Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor” (Jo 20,20). A presença do Senhor gera alegria. Ele é a fonte da alegria, pois realiza grandes coisas na vida do seu povo. O motivo principal da nossa alegria é que Deus existe e isso basta.

5 – A missão e o testemunho: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20,21). Os discípulos são testemunhas de Jesus ressuscitado. Também somos testemunhas do Evangelho da paz, do amor e da bondade de Deus.

6 – O dom do Espírito: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). O Espírito é o sopro de Jesus ressuscitado sobre os discípulos e sobre a Igreja. É o sopro da graça, do amor, da fonte viva, da unção divina.

7 – O perdão: “A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados” (Jo 20,23). A Igreja recebeu de Jesus o poder de perdoar. Ela é depositária e dispensadora do perdão. É a casa da misericórdia.

8 – A Igreja: “Lugar onde os discípulos se encontravam” (Jo 20,19). Jesus se apresenta na Igreja. Vivemos nossa fé na Igreja. Servimos Cristo na Igreja. Temos fé na Igreja, até nas suas debilidades. “Não pode ter Deus por Pai quem não tem a Igreja como mãe” (São Cipriano). Precisamos amar a Igreja, como Cristo a amou. Ela triunfa na força de Deus, não na força humana. Quem conduz a Igreja é o Espírito. O que deve mudar na Igreja é o coração de cada um de nós. A purificação da Igreja é necessária, pois é uma instituição humana. Mas se não houver mudança do coração, nós só vamos condenar a Igreja e as pessoas. Só faz uma crítica séria e verdadeira à Igreja quem a ama.

9 – A cura do medo e da dúvida: “Estando fechadas, por medo dos judeus, as portas” (Jo 20,19); “Meu Senhor e meu Deus” (Jo 20,28). Jesus ressuscitado nos cura do medo. Ele está ao nosso lado. Jesus cura a dúvida de Tomé. É bom ter espírito crítico, mas sem exageros. O exagero pode levar a amargura.


Dom Paulo Roberto Beloto.

Pastoral da Comunicação Diocesana

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