Franca, 19 de Maio de 2019

Diocese de Franca

CNBB - Regional Sul 1

Inauguração - Tribunal Eclesial 31/08/2017

Instituído o Tribunal Eclesiástico da Diocese de Franca.

Na manhã do último dia 31 de agosto foi instituído em Franca, o Tribunal Eclesiástico Diocesano para causas de nulidade de matrimônio.

Obedecendo ao protocolo, o ato solene de instituição pública aconteceu às 9h, na Capela Nossa Senhora de Lourdes (Centro/Franca) e contou com a presença de D.Paulo Roberto Beloto (bispo da diocese de Franca), D. Moacir Silva Júnior (arcebispo metropolitano de Ribeirão Preto), Pe Antônio Carlos Santana (Juiz do Tribunal Interdiocesano de Ribeirão Preto), sacerdotes diocesanos, seminaristas, servidores nomeados (sacerdotes e leigos) para desenvolver o trabalho do Tribunal, autoridades locais, e outros convidados.

Depois de composta a mesa, o Coro do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Patrocínio executou o Hino Pontíficio e o Veni Creator, invocando o Espírito Santo sobre o trabalho e os juízes do Tribunal.

Em sua mensagem de boas-vindas, o Revmo Mestre Padre Antônio de Pádua Dias, nomeado Vigário Judicial, lembrou as palavras do Papa Francisco de que a Igreja é mãe que acolhe a todos, e que portanto, nenhum dos irmãos e irmãs feridos podem ser excluídos do anseio pastoral. Salientou que o Tribunal nasce da vontade do Papa de tornar a justiça eclesiástica ainda mais acessível, e que haja maior proximidade entre o juiz e as partes para que o processo se torne mais ágil. Enfatizou que o Tribunal Eclesiástico deve ser um instrumento do perdão e da solidariedade, pois a missão judicial da Igreja só pode ter como finalidade última aquela da própria Igreja: realizar o encontro do homem com Deus. O Tribunal realiza o ministério da graça de Deus, isto é, exerce o poder de julgar e de libertar a consciência. Finalizou expressando o desejo de que “o Tribunal ajude a responder, com disponibilidade e humildade, ao grito de ajuda de muitos dos nossos irmão e irmãs que precisam saber a verdade sobre o seu matrimônio e sobre o caminho da vida”.

Pe. Célio Adriano Cintra fez a leitura do Decreto de Instituição do Tribunal, e logo após, houve a recitação do Salmo 18 e Proclamação do Evangelho.

Ao tomar a palavra, D. Paulo elencou três considerações importantes para o momento: em primeiro lugar, a alegria com a abertura do Tribunal. Em segundo, a gratidão e o esforço das muitas pessoas envolvidas com a implantação do Tribunal. E, finalmente, reforçando o que Pe Toninho falou, quando se ouve falar de “Tribunal”, parece algo burocrático. E questionou: “será que podemos falar de ‘ pastoral judiciária’? D. Paulo disse que a intenção do Papa Francisco é dar mais agilidade e acolher bem as pessoas, por isso é preciso chamar, ‘pastoral judiciária”.

D. Moacir, em sua mensagem também colocou em evidência a oportunidade dada às pessoas envolvidas nestas situações, de ”reconstruírem a vida diante de Deus”.

Dando continuidade à solenidade, Pe Célio realizou a leitura da nomeação dos servidores do Tribunal.

Ao final, sob o pastoreio de Nossa Senhora de Lourdes, o Coro do Seminário Diocesano cantou sublimemente o Salve Regina.

Logo após a cerimônia, os convidados participaram de um café da manhã oferecido na sala plenária da Cúria Diocesana.


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