Franca, 19 de Setembro de 2018

Diocese de Franca

CNBB - Regional Sul 1

1 Retiro Espiritual dos Leigos e Leigas da Diocese Franca 28/08/2018

Aconteceu no dia 26 de agosto de 2018, no Centro Diocesano Pastoral São João XXIII do Seminário Nossa Senhora do Patrocínio, cidade de Franca, o I Retiro Espiritual dos Leigos e Leigas da Diocese de Franca.

Inicialmente, houve a acolhida e a oração inicial com o Diácono José Ronaldo Rodrigues. Posteriormente, houve uma apresentação dos participantes e breve análise de conjuntura conduzida pelo advogado e secretário-geral do Conselho Diocesano de Leigos, Dr. Jorge Martins.
Em seguida, iniciou-se o primeiro momento da formação do retiro, com a Teóloga Dalva Maria de Almeida, graduada pela PUC de São Paulo, com pós-graduação em antropologia teológica, além de ser psicopedagoga, conselheira municipal da criança e do adolescente de Osasco e coordenadora do Curso Teológico Pastoral da Diocese de Osasco, a qual explanou sobre o documento Christifideles Laici (Exortação Apostólica sobre a vocação e a missão dos Cristãos Leigos na Igreja e no Mundo) do Papa São João Paulo II.

A Teóloga Dalva ressaltou que o referido documento faz uma chamada sobre a vocação universal dos cristãos pelo batismo, que inclui os leigos na realização da missão da Igreja no mundo. Ressaltou a respeito do secularismo, ateísmo, indferentismo religioso, o que requer necessidade religiosa de orientar a consciência humana pela busca do sagrado como aspiração ao regresso de sentido da vida. Outro aspecto da exortação apostólica de João Paulo II, é de os leigos e leigas, como membros da Igreja, serem sinal de promover a dignidade da pessoa humana, que por muitas violações e pecados, precisa ser valorizada. Todos são convidados a participarem de promover paz e justiça para superar situações de violências, conflitos e confusão.

No capítulo 1 do documento, Jesus é colocado como o centro, a videira e que todos os membros eclesiais são os ramos, uma vez que os leigos nesta perspectiva devem exprimir sua dignidade na vida da Igreja.

Pio XII dizia: « Os fiéis, e mais propriamente os leigos, encontram-se na linha mais avançada da vida da Igreja; para eles, a Igreja é o princípio vital da sociedade humana. Por isso, eles, e sobretudo eles, devem ter uma consciência, cada vez mais clara, não só de pertencerem à Igreja, mas de ser a Igreja, isto é, a comunidade dos fiéis sobre a terra sob a guia do Chefe comum, o Papa, e dos Bispos em comunhão com ele. Eles são a Igreja... ».

O fundamento principal teológico de que os leigos são o Ser da Igreja através do batismo, que os torna templos espirituais e cheios do Espírito Santo, quando vivem e testemunham o Evangelho nas suas vidas no mundo, e fazem parte da missão da Igreja no exercício sacerdotal, régio e profético de Jesus Cristo.

No capítulo 2, abordou-se a participação dos fiéis leigos na vida da Igreja-Comunhão, uma vez que os fiéis leigos podem participar na vida litúrgica e estruturas pastorais da Igreja.

"Os fiéis leigos, juntamente com os sacerdotes, os religiosos e as religiosas, formam o único Povo de Deus e Corpo de Cristo" - o que os devem ser participantes engajados e comprometidos em realizar o projeto de Deus de transformar o mundo. Os critérios fundamentais para o discernimento de toda e qualquer agregação dos fiéis leigos na Igreja são: 1) o primado dado à vocação de cada cristão à santidade; 2) responsabilidade em professar a fé católica, acolhendo e proclamando a verdade sobre Cristo, sobre a Igreja e sobre o homem; 3) o testemunho de uma comunhão sólida e convicta, em relação filial com o Papa na unidade da Igreja universal; 4) a conformidade e a participação na finalidade apostólica da Igreja, que é a evangelização e a santificação doa humanidade e a formação cristã de consciência, de permear de espírito evangélico as várias comunidades e os vários ambientes.

No capítulo 3, abordou-se a respeito da corresponsabilidade dos leigos e leigas na ação missionária da Igreja em comunhão e defesa da vida, e por isso, com total liberdade em falar em nome de Cristo Jesus e buscar realizar, primeiramente. sua missão nas famílias e sempre se basear no amor ágape (caridade) em ser solidariedade entre os irmãos. Enfatiza o capítulo da participação do leigo na política como prática da justiça e da caridade, como forma de promover o bem comum, espírito de serviço e transcendência da pessoa humana. Deve-se também evangelizar as culturas e situações específicas em forma de trabalho pastoral, o que caracteriza a vocação laical ser presente na vida das pessoas e suas realidades.

No capítulo 4, aborda-se a respeito da variedade das vocações (jovens, crianças, idosos, mulheres, homens, doentes). No capítulo 5, enfatiza-se muito a respeito da formação permanente dos leigos e leigas na fé cristã, a fim de compreenderem a doutrina da Igreja e se sintam chamados a viver em comunidade na unidade, seja no âmbito da família cristã, escolas e universidades católicas ou não. A formação não é o privilégio de uns poucos, mas sim um direito e um dever para todos, a fim de que cada um seja apto de ajudar a realizar a plena vocação humana e cristã.

No final da exortação apostólica, há um apelo para a oração no sentido de comunhão eclesial e com referência a Maria e a Sagrada Família, quando foi publicada em 1988, ou seja, trinta anos atrás.

Depois, a Professora Maria Helena Lambert, presidente do Conselho Diocesano de Leigos de Santos, explanou a respeito dos objetivos do CNLB (Conselho Nacional do Laicato do Brasil), que são: 1) ser instância da representatividade dos leigos e leigas no Brasil; 2) articular e organiza o laicato no diálogo e comunhão com o clero e episcopado brasileiro; 3) ser espaço de articulação, diálogo, formação e informação dos leigos e leigas; 4) suscitar, desenvolver e aprofundar a consciência crítica e criativa dos leigos leigas na sua identidade, vocação e missão; 5) promover iniciativas à formação dos leigos; 6) estimular e promover o protagonismo dos leigos e leigas; 7) fomentar diálogo, comunicação e integração com outros organismos da Igreja, além da CNBB; 8) ser instância de diálogo ecumênico e inter-religioso; 9) concretizar e aprofundar laços de solidariedade entre os leigos; 11) participar do debate sobre temas nacionais e globais.

Logo após o almoço e todos fizerem a oração do Ano Nacional do Laicato, o Conselho Diocesano de Leigos de Franca apresentou o histórico e a organização realizada de 2017 a 2018, com a Equipe de Rearticulação, tendo como presidente referencial, Lúcio Rangel Alves Ortiz, advogado, professor e mestre em políticas públicas, o qual fez a proposta de os participantes do retiro a colaborarem em fornecer novas ideias para proporcionar um trabalho permanente do Conselho de Leigos na diocese de Franca. Dom Paulo participou neste momento e enfocou que a Equipe de Rearticulação continue seu trabalho e planeje momentos diocesanos em datas certas para suas atividades, como Semana Social, Grito dos Excluídos, Dia do Leigo no mês de agosto, que é o mês das vocações e Dia do Leigo na Festa do Cristo Rei.

E para o encerramento do retiro, houve a Missa do 21º Domingo do Tempo Comum e Dia da Vocação do Cristão Leigo na Capela do Seminário Nossa Senhora do Patrocínio, com Dom Paulo Roberto presidindo, animando e estimulando os participantes leigos do retiro a viverem a comunhão, a vocação laical, o ser e o agir da Igreja.


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