Encontro reuniu cerca de 250 agentes da Pastoral da Saúde e marcou os 40 anos da Pastoral da Saúde Nacional, com momentos de formação, espiritualidade e partilha
A Pastoral da Saúde da Diocese de Franca esteve representada no Congresso Camiliano, realizado nos dias 5 e 6 de setembro, em São Paulo. O encontro reuniu cerca de 250 agentes da Pastoral da Saúde de diferentes regiões do Brasil, proporcionando momentos de formação, espiritualidade, celebração e troca de experiências sobre os desafios e a missão junto às pessoas enfermas e suas famílias.
Representaram a Diocese de Franca a coordenadora diocesana da Pastoral da Saúde, Adriana Leite; o diácono Leomar; Célia Boneti; Célia Lopes; Lucimara; Rosilene e Rosana.
Além dos momentos de formação, o congresso também marcou a celebração dos 40 anos da Pastoral da Saúde Nacional, reunindo agentes de diferentes realidades e regiões do país.
Para Adriana Leite, a participação proporcionou uma experiência de aprendizado e partilha, especialmente pela possibilidade de conhecer diferentes culturas e os desafios enfrentados pelas comunidades em diversas partes do Brasil.
“A troca de informações, como vão pessoas de várias regiões do Brasil, nos mostra diferentes culturas e também suas dificuldades.”
Entre os exemplos apresentados durante o encontro esteve a realidade do Amazonas, onde as grandes distâncias e dificuldades de acesso representam um desafio para que os agentes consigam chegar às pessoas que mais necessitam de atenção e cuidado.
Formação para cuidar melhor
A programação do Congresso Camiliano abordou diferentes aspectos relacionados à atuação da Pastoral da Saúde. Entre os temas estiveram a trajetória da Pastoral da Saúde Nacional, que completa 40 anos de atuação, cuidados paliativos, saúde bucal, espiritualidade e a missão da Pastoral da Saúde em diferentes contextos.
Para Adriana, as formações sobre cuidados paliativos e saúde bucal foram alguns dos destaques da programação.
Ao abordar os cuidados paliativos, ela ressalta a importância de compreender essa modalidade de cuidado não como uma sentença de morte, mas como uma forma de proporcionar maior conforto ao paciente diante de sua condição.
“O paliativo não é uma sentença de morte, é um tratamento pra tentar deixar esse enfermo mais confortável.”
Nesse cuidado, segundo Adriana, o agente da Pastoral da Saúde também exerce um papel importante, oferecendo atenção, carinho, amor e fé às pessoas enfermas.
“Esse paciente precisa de remédios para acalmar sua dor tanto física como emocional e aí entramos nós, os agentes, para levar amor, carinho e atenção e principalmente fé.”
Troca de experiências fortalece a missão
A presença de participantes de diferentes regiões também permitiu conhecer maneiras diversas de viver e desenvolver a missão da Pastoral da Saúde. Para a representante da Diocese de Franca, esse intercâmbio ajuda a ampliar a visão dos agentes e a perceber a importância de buscar continuamente novos conhecimentos.
A experiência reforçou ainda a necessidade de investir na formação dos agentes para que estejam cada vez mais preparados para acompanhar as famílias.
“Agentes formados e informados trabalham com mais ânimo e conseguem ajudar da melhor maneira essas famílias tão carentes de carinho e amor.”
A formação, nesse sentido, não se limita ao conhecimento técnico. Ela também contribui para que os agentes compreendam cada vez mais a dimensão humana e espiritual de sua missão.
Levar esperança, fé e amor
Ao retornar para a Diocese de Franca, os representantes trazem consigo não apenas novos conhecimentos, mas também o compromisso de continuar fortalecendo a Pastoral da Saúde nas comunidades.
Para Adriana, a missão do agente passa pela presença próxima junto aos enfermos e suas famílias, levando aquilo que está no centro da ação pastoral: cuidado, esperança e fé.
“O agente de Pastoral tem como objetivo levar esse amor fraterno, levando esperança, sorrisos e fé.”
A participação no Congresso Camiliano reforça, assim, o compromisso da Pastoral da Saúde da Diocese de Franca com a formação de seus agentes e com uma atuação cada vez mais preparada para responder às diferentes necessidades das pessoas enfermas e de suas famílias.