75 anos das Irmãs Salvatorianas em São Joaquim da Barra serão celebrados com lançamento de livro e Missa

Celebração reuniu religiosas que fizeram parte da história da comunidade e marcou o jubileu de 75 anos de missão salvatoriana no município

A comunidade de São Joaquim da Barra celebrou, neste domingo, 23 de agosto, os 75 anos da presença das Irmãs Salvatorianas no município. A comemoração teve como momento central a Santa Missa realizada na Paróquia São Joaquim, presidida pelo bispo da Diocese de Franca, Dom Paulo Roberto Beloto, e contou com a presença das religiosas que fizeram e continuam fazendo parte dessa história. 

A celebração marcou o encerramento de uma programação especial preparada para recordar o jubileu e agradecer pela presença das Irmãs Salvatorianas ao longo de sete décadas e meia. O momento também proporcionou o reencontro da comunidade com religiosas que passaram por São Joaquim da Barra e que retornaram especialmente para participar das comemorações. 

Durante a celebração, Dom Paulo destacou a importância da presença das religiosas para a Igreja e para a comunidade local, especialmente pelo trabalho realizado ao longo dos anos. 

“Nós estamos celebrando 75 anos de presença das Irmãs Salvatorianas aqui em São Joaquim da Barra. Um trabalho belíssimo que elas realizaram, principalmente no hospital.” 

Ao recordar uma afirmação do Papa São João Paulo II, o bispo ressaltou o significado da vida consagrada para a Igreja. 

“O Papa São João Paulo II dizia que a vida consagrada é um dom para a Igreja. Então nós podemos falar que essa presença das irmãs, tanto na Diocese de Franca como aqui em São Joaquim da Barra, é um dom.” 

Para Dom Paulo, o jubileu é também uma oportunidade de agradecer a Deus pela caminhada realizada e pedir a perseverança das religiosas em sua vocação e missão. 

“É um dia pra gente agradecer ao Senhor e, ao mesmo tempo, pedir para que as irmãs perseverem nessa missão, nessa vocação tão especial, específica e tão importante que é a vida consagrada.” 

Uma história marcada pela educação e pelo cuidado 

O pároco da Paróquia São Joaquim, Pe. Marquinhos, destacou a importância da presença das religiosas na história da cidade, especialmente em duas áreas que permaneceram na memória de muitas famílias: a educação e o trabalho desenvolvido na Santa Casa de Misericórdia. 

“Elas ficaram marcadas por dois pontos fundamentais: o colégio, que muitos estudaram no colégio, e também pelo papel delas dentro da Santa Casa de Misericórdia daqui da cidade.” 

Ao longo dos 75 anos, a presença das religiosas alcançou diferentes gerações e deixou marcas na vida da comunidade. 

Para o sacerdote, a celebração deste domingo teve também um significado especial por possibilitar o reencontro entre as religiosas e pessoas que conviveram com elas durante a infância e em diferentes momentos da vida. 

“Hoje nós estamos aqui com muita alegria apresentando elas para a comunidade, porque muitas delas já saíram daqui e voltaram, e a comunidade está feliz para poder celebrar esses 75 anos e rever aquelas da qual durante a infância educaram, cuidaram de cada uma delas.” 

Um reencontro com a história 

A presença das Irmãs Salvatorianas na celebração tornou o momento ainda mais significativo. Religiosas que fizeram parte da caminhada da comunidade retornaram a São Joaquim da Barra para celebrar junto ao povo os 75 anos dessa missão. 

O jubileu foi marcado não apenas pela recordação do passado, mas também pela gratidão por tudo aquilo que foi construído ao longo das décadas por meio da educação, do cuidado, da evangelização e da presença junto às famílias. 

A celebração deste domingo encerrou uma programação especial que também contou, no sábado, com o lançamento do livro “O Tempo Entre Nós – 75 anos da presença das Irmãs Salvatorianas em São Joaquim da Barra”, obra que reúne parte da memória dessa trajetória. 

O livro foi escrito pelo leigo salvatoriano Fernando Antônio Dias dos Reis Junior, em parceria com a Irmã Filomena, que contribuiu com materiais e revisão histórica. A obra nasceu com o propósito de preservar e compartilhar a história de uma presença que, ao longo de 75 anos, se entrelaçou com a própria história de São Joaquim da Barra. 

A celebração foi, assim, um momento de gratidão, reencontro e reconhecimento pela missão realizada pelas Irmãs Salvatorianas. Ao celebrar o jubileu, a comunidade também renovou seu desejo de continuar acolhendo e valorizando a vida consagrada como um dom para a Igreja. 

Ao final, permanece o convite feito por Dom Paulo: agradecer a Deus pela presença das religiosas e rezar para que elas continuem perseverantes em sua vocação e missão, levando adiante o carisma salvatoriano e o anúncio de Jesus Cristo.